quinta-feira, 24 de julho de 2025

Luís Batista Martins: o Lacaio com L de Lustrador de Pinheiros

Ah, Batista Martins, vulto de jornal sem tinta, eco de opinião alugada, verbo manso a soldo do patrão da camionagem e do Pinhal. És pena mole que treme ao sopro do poder, plagiador de vontades, escrevente de ocasião que confunde alinhamento com pensamento.

Luís, Luís — careca de ideias, brilhante só de testa. És reflexo de prata baça, rodapé de ti próprio, ambição de terceira mão embrulhada em retórica de feira. Nunca venceste em firma nem em folha de vencimentos, por isso deitaste olho à política como quem troca o avental por galão. És o escriba que afaga, o cronista que abana, o colunista de conveniência que se dobra para melhor caber na gaveta do patrão.

Pagam-te Dulcineias, Ritas e outros nomes de benesse fofa — mecenato sem poesia, bajulação com talão. Com elas, vendes opinião com laço e embrulho, cronista aplicado de causas que só lês quando te ditam. És voz de microfone por pagar, na rádio que deve até à alma e onde até os ratos se recusam a estagiar.

Falas grosso, dizes pouco. Copias ideias com a mesma elegância com que um taberneiro serve vinho morno por colheita rara. Escreves com o fervor de quem acredita… que há quem acredite.

A tua mulher bem pousada na saúde, tu bem pousado na sombra. O lar um bastião da influência discreta — mesa posta à custa de cargos de favor, bem distribuídos como se distribuem panfletos em campanha: de mão estendida e sorriso feito.

E no jornal, essa folha cansada onde rabiscas com zelo mercenário, és o arauto do vazio com travo a editorial encomendado. Nada em ti brilha senão a testa, nada em ti permanece senão a vontade de agradar a quem manda, já mandou ou pode vir a mandar.

És o aspirador dos estagiários, sugador de currículos e ideias frescas, parasita das bolsas de emprego que usas como quem colhe fruta sem plantar para financiar os teus projetos falidos.

O teu grande plano? Vender a Guarda ao laranjal do Pinhal, embrulhada em papel de jornal, selada com saliva de bajulação. És mensageiro sem honra, arauto de rendas por pagar, capacho sem colarinho e microfone.

Um dia, talvez redijas um autoelogio. Terá vírgulas no sítio, metáforas alheias, e zero leitores.

Passarás, sim. Como passam os anúncios entre músicas numa rádio que ninguém ouve. Com som, sem memória. Com vaidade, sem história.

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