quinta-feira, 24 de julho de 2025

“Rita Figueira: a Doutora do Desatino e da Multa”

Oh Rita, Rita — donzela dos despachos apressados,

Que entre batas e pareceres vais tecendo os teus bordados,
Foste posta à frente do Hospital da Guarda, como quem joga à bisca,
Mas governas a saúde como quem despeja uma arca arisca.

Chamaste a ti o poder, não por mérito ou saber,
Mas por graça ministerial e jeito para parecer.
Enganaste o pajem da Ministra com sorriso de romaria,
Enquanto nos bastidores cozinhavas a tua teia sombria.

Com unhas de gel e boletim clínico à deriva,
Fizeste do SNS um palco de intriga viva.
Mas a verdade, essa velha sem Botox nem silicone, não se deixou maquilhar,
E o Tribunal de Contas lá veio, com multa a estalar:

Dois mil e quinhentos dinheiros, bem contados,
Por artes de má gestão e contratos desatinados.
Pegaste a multa aos teus pares — que bela prenda de Natal!
És gestora do desatino, com diploma em vendaval.

Oh Rita, Rita — donzela de olhar polido e despacho traiçoeiro,
Subiste à chefia do Hospital da Guarda como sobe um fogareiro:
Com lume de vaidade, sem brasa de saber,
E a prescrição certeira para tudo… menos para bem fazer.

Governas a saúde como quem joga ao “faz de conta”,
Com contratos sem nexo e gestão que desmonta.
Foste multada — sim senhora — pelo Tribunal de Contas zeloso,
Dois mil e quinhentos dinheiros, por um desatino vergonhoso.

Mas não pagaste sozinha — qual bruxa generosa em dia de procissão —
Pegaste a multa aos teus pares, em comunhão.
E no meio do festim de incompetência e papel assinado,
Foste varrendo quem pensava que estava do teu lado.

Afastaste o Paulo da Correia, homem sério e de recta mira,
Com a leveza cruel de quem manda e nem se retira.
Sem apelo nem agravo, como quem despe um casaco velho,
Despachaste-o com silêncio e com um falso conselho.

Mas não ficaste por aí, ó rainha de pasta e ardil:
Enganaste os Álvaros de crista e os Condessos do varandil.
Prometeste concertos, saúde e serena bonança,
E destes-lhes foi logro, prepotência e esperança de criança.

Trocaste a palavra dada por decreto impreciso,
Subiste no poder como se sobe num improviso.
E dizem nos corredores, com ar de quem sabe e calafrio,
Que aumentaste os seios mas esvaziaste o brio.

Curar? Nem pensar. Mandar? Sim, com vaidade e veneno.
Levaste a gestão hospitalar ao degredo pequeno.
De ti fica a selfie, o batom e a pose de gala,
Mas os doentes continuam na fila, sem bengala.

Rita, Rita — flor murcha de um regime podre,
Quando fores, vai com pressa, sem trono nem cofre.
E que o Paulo, os Álvaros e os Condessos ludibriados
Te cantem no adeus os salmos dos enganados.

Na Guarda queremos médicos, não o teu teatro obsoleto.

Curar, sim; mandar, talvez; mentir, jamais.
Mas tu trocaste os bisturis por joguetes banais.

Que não te iluda o cargo ou a vaidade infinda,
Porque a Guarda não se governa com silicone bem-vinda.
E quando te fores — como tudo o que falha e cansa —
Que fiques de exemplo... de má esperança.

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