segunda-feira, 21 de julho de 2025

🎩 Acácio, o Grande Iludido da Maçonaria dos Tacanhos 🎩



 Ai Guarda, minha terra de gente brava e sangue sem medo, como te surgem agora pretendentes com mais pose que préstimo, mais avental que alma, mais espelho que espinha?

Vejam bem este Acácio —
Figura que outrora lambia carimbos no SEF,
e que entre suspiros por tachos e paninhos de renda sindicalista,
ajudou com mãozinhas de frete a empurrar o SEF para a cova,
como quem mata o pai e depois chora no enterro para sair na fotografia.

Hoje, sem ter obra nem vergonha,
sem ter lida nem lastro,
vem com ares de estadista de tabacaria,
pedir a presidência da Junta da Guarda.
Como se esta terra fosse alcatifa para se limpar os sapatos
e o povo um bando de tolos a quem se compra com promessas e pose de avental.

Faz-se homem de luz,
mas só brilha na ribalta dos que gritam mais do que pensam.
E o que pensa, coitado, pensa mal.
Gosta de aparecer — de preferência sem contraditório —
e liberta ódio como quem solta gases:
sem elegância, sem controlo, e sempre no momento errado.

De Vila Mendo diz que vem,
mas da estirpe nobre da terra nada lhe sobra senão o nome.
Tem a altivez dos que nunca lavraram campo,
e a ambição dos que nem sabiam onde ficava o campo antes de o Google lhes mostrar.

Quer ser presidente da Junta, diz ele…
mas nunca mandou senão no eco da própria voz.
Nem no condomínio lhe confiam a ata.
Nem o elevador o ouve sem protestar.

Na Guarda, terra de fronteira,
não precisamos de figurões de papelão,
mas de quem saiba onde mora cada rua,
onde chora cada idoso,
e onde falta cada tostão.

⚔️ Acácio, guarda o teu avental para os rituais,
e a tua ambição para os serões de espelho em riste.
Na Guarda, manda o povo.
E o povo não se deixa mandar por figurantes de cartola.

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