Sou Álvaro Gil Cabral, de verbo aceso e mão lavrada, O que outrora à Castela deu porta fechada, E hoje diz aos Partidos da Corte Embuçada: “Da Guarda não fazeis praça arrendada.”
Calaram-se trinta anos, os senhores do sistema, Com discursos de veludo e tripa cheia de esquema. Agora marcham, de novo, cheios de chama, Prometendo o céu… mas com a lama na trama.
E os Raimundos? Ah, esses ratos de bastidor, Que nunca se dão ao voto, mas mandam com fervor. São sombras de tenda, são corcundas da intriga, Com o tacho na mão e a mentira na barriga.
Mas aqui — não. Aqui sopra-se a poeira e mostra-se o chão. Aqui não se aplaude o truque nem o ilusionista. Aqui grita-se verdade, mesmo que doa, mesmo que avista O ódio dos que nunca fizeram mais Do que bajular Lisboa por migalhas reais.
Esta terra não é feudo, nem é balcão de nomeação. É a Guarda — e quem cá vive, merece mais que opressão. Merece quem lhe diga: “estou aqui, de pé, inteiro.” E não os fantoches do regime trapaceiro.
📍 Guarda, Portugal
📣 "Nem me rendi a Castela. Nem me ajoelho a Lisboa."
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