De um tal Prata que nem prata brilha — e há 24 anos serve-se da Junta.
Oh Prata apagado, sem brilho nem quilate,
De prata só tens o nome, e nem isso te bate.
Há 24 anos na Junta, mas sem rasgo, sem chama,
Mais do que obra, só tacho — e a mão cheia de lama.
Foste sombra em assembleias, vulto sem ação,
A empatar o destino de quem clama por solução.
De projeto nada trazes, de coragem nem um traço,
Só contas com o tempo — que passaste à mesa do compasso.
A tua prata é de lata, a Junta o teu sofá,
E o povo, esse que sofre, não te vê levantar.
Dizes que defendes a terra, mas sempre de pantufas,
Que um alcaide não se engana com promessas tão estufas.
Tu, que nada fizeste senão prolongar-te em cargo,
És retrato do sistema que devora como um largo.
Mas o tempo da farsa finda, e a voz já se levanta:
A Guarda não quer mais prata falsa que só se aguenta por manta.
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